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22/07/2014 - 20:44h

Sucesso profissional depende de diploma de elite?

Não! Pelo menos é o que mostra uma pesquisa com mais de 30 mil profissionais. Você acredita?

Sucesso profissional depende de diploma de elite?

Será que é possível analisar o êxito de profissionais diplomados em larga escala e tirar lições sobre o que foi preponderante para prepará-los, enquanto estudantes, para a sucesso profissional na carreira?

O Instituto Gallup e a Purdue University conduziram uma pesquisa com 30 mil universitários formados para investigar os fatores de sucesso em suas carreiras e chegaram a algumas conclusões bem interessantes sobre o perfil do aluno e da escola.

O índice Gallup-Purdue constatou, por exemplo, que as escolas de elite não ofereceram melhores resultados em termos de sucesso profissional que instituições públicas e privadas menos seletivas. Vale ressaltar que a pesquisa foi feita nos EUA, mas ainda assim merece interpretação.

O principal aspecto observado na pesquisa foi o engajamento do profissional, sua consequente produtividade e felicidade no trabalho. O relatório final define engajamento como a situação em que os trabalhadores gostam do que fazem e se sentem intelectual e emocionalmente ligados aos seus trabalhos.

No levantamento, os pesquisadores perceberam que aqueles profissionais que concordaram totalmente com seis afirmações sobre a vida de estudante (veremos abaixo) mostraram uma propensão duas vezes maior de engajamento no trabalho.

 

Afirmação 1: “Tive pelo menos um professor que me deixou entusiasmado em aprender”

Alguns alunos relataram excelentes aulas como um incentivo para envolver-se com a disciplina. O que poderia ser considerado chato, ter que ir para aula e estudar, passou a ser uma oportunidade de aprender e crescer. Professores bons ensinam muito mais que a matéria em questão, ensinam a viver.

O que muda agindo assim? Cresce o entusiasmo com a profissão. Profissionais que vivem uma experiência positiva de aprendizado, especialmente em matérias consideradas difíceis, mostram-se mais propensos a seguir aprendendo com facilidade e interesse durante a vida profissional.

 

Afirmação 2: “Meus professores se preocupavam comigo enquanto pessoa”

O relacionamento aluno-professor costuma ser conturbado e marcado por alguma frieza. Situações opostas, em que há um interesse genuíno pelo ser humano e suas necessidades/responsabilidades enquanto pessoa, formaram profissionais capazes de ouvir mais os outros e manter relacionamentos melhores (networking).

O que muda agindo assim? O relacionamento melhor com os professores desenvolve paciência, tolerância e habilidades interpessoais, características fundamentais para galgar posições de destaque na profissão e no trato com os colegas de trabalho e no ambiente corporativo.

 

Afirmação 3: “Tive um mentor que me encorajou a buscar meus sonhos”

A força de um grande exemplo é frequentemente subestimada, mas fez diferença para a sequência de vida dos entrevistados. Aprender com uma pessoa mais experiente, tirar suas dúvidas e observar seu estilo de vida reforçaram nesses alunos os aspectos positivos que eles tanto admiravam em seus mentores.

O que muda agindo assim? As consequências de manter contato com mentores são um incentivo frequente para exercer a capacidade de planejar e liderar. Entender como o modelo de sucesso chegou lá e praticar essas atitudes permite que alunos se destaquem como líderes mais cedo que muitos de seus colegas.

 

Afirmação 4: “Trabalhei em um projeto que demorou um semestre ou mais para ser concluído”

O projeto demorado representou para os alunos a oportunidade de lidar com um problema mais complicado, que precisasse de dedicação, muita disposição e criatividade. O grau de comprometimento dos alunos precisou ser testado e, com ele, seu senso de urgência e profissionalismo.

O que muda agindo assim? Encaramos a necessidade de lidar com a frustração (algumas coisas demoram mais do que imaginamos) e a importância do esforço pessoal e perseverança para a conclusão de tarefas, algo vivido por qualquer um na vida profissional.

 

Afirmação 5: “Consegui um estágio ou emprego que me permitiram aplicar o que eu estava aprendendo em sala de aula”

O relato dos participantes da pesquisa foi enfático no sentido de dar ênfase ao lado prático da profissão. Colocar a mão na massa e trabalhar enquanto estudavam permitiu que a ponte entre teoria e prática fosse atravessada de maneira mais fácil e, principalmente, com sentido.

O que muda agindo assim? Aa forma de olhar para os problemas no trabalho. Interessa saber o que fazer para resolvê-los, mas é trabalhando que eles serão resolvidos. Além disso, o gerenciamento do tempo e das demandas (estudo e trabalho) cria um senso de organização e simplicidade no dia a dia corporativo dos profissionais.

 

Afirmação 6: “Fui ativo em atividades extracurriculares e organizações enquanto fazia faculdade”

Desde o começo dos estudos, eram claras as expectativas da escola, pais e professores em relação aos alunos. Alguns deles, no entanto, decidiram que fariam mais do que mínimo exigido para se formarem e buscaram fazer outras disciplinas, agiram como representantes de classe e voluntários em diversas atividades e organizações.

O que muda agindo assim? O hábito do voluntariado e o interesse por atividades incomuns para a maioria (atividades físicas, leitura, participação em ONGs etc.) criam mais qualidade de vida e dão sentido para todo o esforço empreendido no trabalho. O resultado é mais sucesso.

 

Conclusão

Segundo a pesquisa Gallup-Purdue, que você pode ver na íntegra clicando aqui, não interessa de onde você vem ou se você tem um diploma de uma universidade de elite, mas como você age e qual o seu nível de interesse enquanto aluno e, depois, como profissional.

De novo lembro que a pesquisa foi feita nos EUA, mas acho que faz sentido pensar nisso também para nossa realidade. Se você já se formou, que tal olhar para as afirmações e pensar nelas no seu contexto pessoal. Você agia assim? Acha válidas a pesquisa e as conclusões? Ou trata-se de uma bobagem?

Se você ainda está na universidade, que tal experimentar essas atitudes e ver quais serão os resultados? Você acha que faz sentido? Enfim, achei legal compartilhar estas reflexões. Até a próxima.


Fonte: Dinheirama


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