Agência Pés-Formosos - Topo
 
 
 
 
Pesquisar por palavra:



 





Notícias


07/12/2011 - 09:10h

Dez anos de prisão para estudante que agrediu professora com golpes de cadeira

Ela teve os dois braços fraturados e dentes quebrados, além de ferimentos no rosto.

Dez anos de prisão para estudante que agrediu professora com golpes de cadeira

JusBrasil

Denunciado por tentativa de homicídio, Rafael Soares Ferreira, atuais 26 de idade, foi condenado ontem (5) a dez anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela tentativa de homicídio triplamente qualificado da professora Jane de Leon Antunes, 57 de idade, em novembro de 2010.

O julgamento pelo Tribunal do Júri de Porto Alegre foi presidido pelo juiz Volnei dos Santos Coelho.

Conforme denúncia do Ministério Público, no dia 9 de novembro de 2010 o réu, estudante de um curso de técnico em enfermagem na Escola Factum agrediu a vítima a cadeiradas e socos, por estar insatisfeito com uma nota baixa. Rafael também era instrutor de jiu jitsu

A Promotoria afirmou que o jovem não conseguiu matar a vítima somente porque ela se protegeu com os braços e por ter sido impedido por terceiros. O MP ainda denunciou o estudante por lesões corporais contra uma segunda vítima - um segurança da escola que tentou deter o agressor em fuga - mas o réu foi absolvido desse crime.


Pela tentativa de homicídio da professora, foram consideradas como qualificadoras "o motivo fútil, o meio cruel e os recursos que dificultaram a defesa da vítima".


Rafael, que respondeu ao processo recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), não poderá apelar em liberdade. (Proc. nº 00121001214925 - com informações do TJRS).

Fonte: JusBrasil


1 comentário(s)

Comentários


  • Injustiça Brutal

    A NOTÍCIA MAIS TRISTE DE 2011.
    Veio de Porto Alegre a notícia mais triste do ano de 2012. Não que só no Rio Grande do Sul aconteçam injustiças, abusos e violência contra alunos. Só que esse caso de Porto Alegre foi divulgado em toda imprensa e levaram os maus professores ao delírio.
    O aluno preso há um ano foi julgado e condenado a dez anos e seis meses em prisão de segurança máxima. Com emprego, residência fixa, sem antecedentes criminais, ousou discutir o que professor de modo geral acha que é afronta. Discutiu seus direitos.
    Roubado em sua nota o aluno do curso de Téc
    nico de enfermagem, vai até a sala da Coordenação do Curso.
    Na primeira vez que a Rederecord divulgou a notícia, ela contou a versão verossímil, diante de tantos descalabros que se conhece. Casos de abusos e arrogância de maus professores são o cotidiano em todas as escolas, principalmente em escola pública o que não quer dizer que são as únicas.
    Na sala da coordenação entra o aluno e a professora chama o segurança e o porteiro, ambos muito fortes, mais que o aluno de 25 anos.
    A professora queria que ele assinasse um documento desistindo do curso depois de ofende-lo por ser negro. Ouviu muitas ofensas e irritado tenta se levantar e sair da sala, sem assinar nada. Os dois homens o agarram, ele se desvencilha de um e rola no chão com o outro, levanta e pega uma cadeira, a professora entra na frente para impedi-lo de sair e ele lhe dá uma cadeirada, que pega seus antebraços e o rosto. Ela cai e ele foge correndo, no calor do embate sem perceber nem quem teria atingido.
    No mesmo dia a Record alega que o delegado de policia não encontrou nenhum motivo que ensejasse a prisão do aluno, mas que a pressão da imprensa era muito grande.
    Assim mesmo que funciona. A imprensa quarto poder manda nos outros três. Mandou prender o aluno, que foi depois de um ano julgado e condenado a 10 anos e seis meses em prisão de segurança máxima.
    Se este fosse mesmo um país sério, quem deveria ser presa seria a professora e os seus dois seguranças. Afinal racismo é ou não é crime inafiançável ?
    Que o mito de professora santa é mesmo muito forte, mas não está na lei ainda que reagir a abuso de professora é crime hediondo.
    Veio ainda o pior:
    A Folha.com, um espaço online do Jornal Folha de São Paulo, divulga a notícia e as mensagens de professoras sobre o caso. Elas achavam pouco, 10 anos e 6 meses de prisão em segurança máxima. Pediam coisas que fariam Torquemada corar de vergonha. eu sentí vergonha de ser da mesma espécie que aquelas professoras, longe se merecer serem chamadas seres humanos. Pediam que o aluno tivesse também os braços e os dentes quebrados e jogado na cela sem socorro, que sofresse violência sexual, se transformando na cadeia em “bonequinha negra”. Coisas de dar náuseas.
    Escrevi para a OAB de Rio Grande do Sul e o presidente respondeu que mandaria o caso para a Comissão de Direitos Humanos.
    Pedí no ar,no programa Assembléia Popular, em São Paulo a interferência da Pastoral Afro Achiropita, e o representante da entidade Professor Guilherme Botelho Junior prometeu tomar medidas.
    Até agora,não se sabe de mais nada. A imprensa já se fartou com a desgraça do aluno,não irá divulgar se o caso foi revisto e reaberto, a injustiça corrigida se o estado vai pagar uma indenização ao aluno negro….Coisa tão brutal que nenhuma dinheiro iria compensar, mas seria um exemplo para outros, e encorajaria outros alunos negros.
    A minha teimosa esperança está firme e viva.
    Aceitar esse aluno preso em cadeia de segurança máxima porque reclamou seus direitos é admitir que tudo está perdido no Brasil.
    Eu não admito.Acredito na OAB de Rio Grande do Sul e acredito na justiça.
    Creio também em Deus todo poderoso, por conta disso acredito que a Igreja Católica com a bênção de Nossa Senhora Achiropita e a pastoral Afro tome medidas urgentes e severas que o caso exige.
    Falando em fé também espero que os Orixás que protegem os negros interfiram também.
    Do jeito que está feia a coisa a gente pede mesmo para todos os Santos, e todas as forças da natureza além dos seres humanos.
    Quem sabe a liberdade desse aluno seja a melhor notícia logo no começo de 2012.
    Amém.
    NamastÊ.
    Shallon.
    Axè
    Banzai
    Aleluia…
    cremildadentrodaescola.wordpress.com

    Enviado por cremilda estella teixeira
    São Paulo/SP - Brasil (em 13/01/2012)

Deixe seu Comentário

Nome:
E-mail:
Cidade/UF:
País:
Título:
Comentário:
captcha: Captcha
 

 
  Quem Somos   ::   Estatuto Social   ::   Associe-se   ::   Contribua com a APF   ::   Mapa do Site   ::   Fale Conosco  
 
Copyright © 2017. Desenvolvido por Janes Roberto da Costa. Todos os Direitos Reservados.