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Cristianismo liberal em declínio?

Li no New York Times (14/07/12) uma nota dizendo que o controverso bispo da Igreja Episcopal, John Shelby Spong, no final dos anos 1990, era o único porta-voz ativo e respeitado, dentro do movimento liberal esposado pela sua denominação. Nesse tempo, ele escreveu um livro intitulado "Why Christianity Must Change or Die", tornando-se conhecido por renegar, publicamente, quase todas as verdades bíblicas, taxando-as de meras superstições.
 
Jesus disse em João 10:35 que "A Escritura não pode ser anulada". E segundo Paulo, "Tudo que foi escrito, para o nosso ensino foi escrito" (Romanos 15:4).
 

Quem renega a Palavra de Deus, cujo âmago é a Divina Pessoa de Jesus Cristo,  certamente começa a descambar  na miséria espiritual, rumando para uma eternidade de fogo.

 
Voltando ao Bispo Spong, em vez de conseguir aumentar a membresia de sua igreja, no meio dos jovens, adotando casamentos entre duas pessoas do mesmo sexo e pregando sobre a inexistência do pecado, ele viu a freqüência diminuir em quase 23%, dentro de pouco tempo, numa igreja que já era bastante raquítica. O que se conclui é que o tiro dado por Spong saiu pela culatra e sua igreja está morrendo, asfixiada na própria heresia e nas abominações que ele tem pregado e praticado.
 
O declínio desta igreja teve início nos anos 1960, com a glorificação da carne e a salvação pelas boas obras, resultantes do evangelho social, conforme o bispo copiou da renovada ICAR.
 

Uma das heresias mais gritantes, a fim de justificar o casamento entre gays, é que a população mundial estaria excedendo a  possibilidade de sobrevivência e, portanto, deveria haver uma redução nos nascimentos, a fim de colaborar com  o planeta.

 
É como se Deus estivesse cochilando e não mais dando conta do Seu domínio sobre a criação. Não seria muito mais lógico permitir que o Criador cuide da redução demográfica, usando os Seus meios infalíveis? Por que não aguardar as pragas do Apocalipse?
 

O Cristianismo precisava de  renovação, conforme a opinião dos antigos liberais.

 
Só que estes, embora hereges assumidos,  eram conhecedores da Bíblia e, por isso, ainda mantinham um certo respeito pela Onipotência divina, desejando apenas que as suas doutrinas fossem entregues de um modo mais democrático, dando mais liberdade ao homem para agir segundo lhe conviesse. Muitas vezes, uma pequena heresia pode ser mais perigosa do que uma heresia ostensiva, porque os crédulos conseguem engolir a mesma sem se engasgar, ao passo que uma heresia ostensiva se assemelha a uma enorme espinha de peixe, que fere a língua e logo é detectada, antes de matar a pessoa engasgada. Por isso as heresias de Spong não têm obtido muito apoio.
 

Os líderes das igrejas episcopais não conseguem oferecer aos seus frequentadores coisa alguma que seja mais atraente do que estes encontram no mundo secular.

 
Daí não haver necessidade de pessoa alguma sair de casa para escutar um sermão pregado nos púlpitos liberais, quando  os shows da TV são bem mais interessantes. Pois,  não teria sido melhor ficar em casa (em vez de se arriscar a  sair pelas ruas, para ser assaltado ou sofrer um acidente de carro), assistindo aos shows da TV, com a vantagem de não precisar entregar dízimos e ofertas?]
 

O moderno Cristianismo, com toques de ocultismo e "carnavalismo", está morrendo, porque não tem substância alguma para confortar as almas.

 
Quando voltam dos cultos festivos,  os crentes estão cansados, de tantos requebros, dos braços levantados e dos gritos estridentes, que os pastores "avivados" e/ou liberais permitem, a fim de encher os seus gazofilácios, enquanto esvaziam as almas sedentas de salvação.
 

Muitos cristãos sinceros, desiludidos com as igrejas liberais e/ou avivadas, já estão ficando em casa, lendo a Bíblia, ou acessando a Internet, em busca de uma "igreja virtual", que possa oferecer algo verdadeiro, para satisfazer ao seu desejo de crescimento na graça e no conhecimento de Cristo.

 
Talvez esteja chegando um tempo igual àquele em que o autor de Hebreus (10:25) aconselha os crentes a não abandonarem a sua congregação. Naquele tempo, ainda não existia uma igreja virtual e os judeus dispersos em meio aos pagãos precisavam ir à igreja, de qualquer maneira. Nem havia inúmeras versões da Bíblia, como existem hoje, as quais podem ser espalhadas sobre o tapete da sala, para o crente ficar comparando os versos, a fim de entender melhor tudo que foi escrito... para o nosso ensino.
 



Mary Schultze nasceu em Crato, Ceará. Converteu-se ao Evangelho do Senhor Jesus Cristo aos quarenta e oito anos de idade. Foi microempresária durante 36 anos, aposentou-se e passou a trabalhar, em Teresópolis (RJ),  somente na obra do Senhor Jesus Cristo. Escreveu 19 livros e publicou dez. É membro correspondente de sete Academias de Letras, no Brasil, e da International Academy of Letters of England. O último diploma recebido (em 2009) foi de Mestra Honoris Causa em Teologia Reformada, de duas faculdades teológicas do RJ.


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